7 maio

O que fazer quando o parceiro ou a parceira tem um problema sexual

E quando o parceiro tem um problema sexual, o que pode ser feito?

Tenta ajudar? Ficar quieto e esperar? Terminar? São tantas indagações que muitas vezes os parceiros ficam perdidos quando se trata de uma Disfunção Sexual afligindo sua companhia.

No texto em questão estou levando em consideração disfunções sexuais físicas, de atuação física, como Disfunção Erétil, Ejaculação Precoce, Ausência de Orgasmo, problemas de lubrificação etc. A questão de desejo, atração e libido vamos abordar em outro momento, pois envolve questões com mecânicas diferentes.

Em um cenário ideal, quando existe um problema sexual, o casal conversa, procura um profissional e entra em tratamento. Mas nem todo mundo vive o cenário ideal.

Alguns tem dificuldade em iniciar uma simples conversa sobre o assunto, muitas vezes pela forma que esse casal montou a sua dinâmica. Outros até conseguem iniciar um diálogo que acaba em desentendimentos sem chegar a uma solução. Em casos mais severos, há uma recusa categórica por parte do acometido em aceitar o tratamento ou até o assunto.

Se a sua questão é iniciar o diálogo, ou manter a qualidade dele, recomendo que organize sua mente e tente ser o mais honesto e sensato possível. Tenha sensibilidade, pois provavelmente a pessoa se sente tão ou muito mais ferida do que você por estar passando por isso.

Tenha em mente que o início da solução é a partir do diálogo, por isso é primordial que vocês se entendam. Um tratamento sexual em que há apoio da parceria tende a ser mais eficaz do que quando o afetado trata aquilo isoladamente e sozinho. Então, se mostrar disposto a encarar junto é uma boa alternativa.

Uma tendência muito comum é o parceiro que não foi acometido pela Disfunção tente se culpabilizar de alguma forma. Esse movimento é uma tentativa da mente em buscar algum ponto de melhoria que esteja a seu alcance, uma esperança de poder fazer algo. Se culpabilizar, obviamente não costuma ter bons resultados, já que a maior parte das razões são fantasiosas ou suposições.

Agora se o problema é uma recusa a qualquer tentativa de evolução, no estilo aceita que dói menos, o melhor a se fazer é uma auto avaliação e concluir se vale ou não a pena o que lhe é oferecido, sexual e emocionalmente. Neste caso o mais sensato é buscar apoio emocional profissional sozinho, isso vai te ajudar a encarar com mais sobriedade além de te fornecer ferramentas para lidar ou até deixar o relacionamento. Tudo vai depender dos seus valores combinados ao que lhe é oferecido. Aceitar migalhas nunca é uma boa opção.

Independente de qual for o seu cenário, procure ajuda. Um psicólogo sexólogo tem ótimas ferramentas para ajudar seja sozinho ou acompanhado. Questões sexuais não são luxo ou supérfluas, elas afetam a vida emocional de forma direta pois se trata de uma necessidade básica do ser humano adulto, portanto merece atenção especial tanto quanto outra área da vida.

Falei sobre isso neste vídeo também

Espero que esse texto tenha de ajudado de alguma forma.

Caso tenha mais dúvidas, ou deseje sugerir algum tema, vai ser muito bom receber o seu contato.

 

Obrigada e até o próximo texto!

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